segunda-feira, 21 de março de 2011

História de um certo alguém



Essa é a história de uma pessoa que desde cedo decidiu não se aproximar demais das pessoas. Mesmo sem experiências mundanas, ela tinha alguma noção de que o lado de fora não seria igual dentro da sua casa. Não que não tivesse amigos, sempre teve muitas pessoas ao seu redor, alguns poucos eram considerados amigos, assim como em qualquer círculo de contatos, porém, esses amigos nunca eram íntimos. Nunca precisou contar com as pessoas, sempre contava com si mesmo. Quando precisava desabafar, escrevia em cadernos, emails, pensava, conversava com si mesmo. Não precisava de ninguém, sua vida era feliz assim. 

Infelizmente sua vida não continuaria nesse ritmo por muito tempo. No ensino médio conheceu o valor e a importância de se ter amigos, de compartilhar momentos e sentimentos, e principalmente, de se ter alguém por perto. 

No começo não entendia o que estava acontecendo, o que sentia, era bom, quente, extremamente confortante(?), mas quando estavam longe, se tornava escuro, frio, pesado, como um golpe de algo frio e pesado no peito. Não sabia se era bom ou ruim, as opiniões que conseguia sobre o assunto era confusas, ora contra, ora a favor. Mas no momento em que se sentiu correspondida, ignorou a todos e decidiu seguir apenas aquilo que seus sentimentos lhe diziam. 

Nem mesmo no começo tudo eram flores, medos, angustias, mentiras costumavam dividir espaço com os momentos felizes. E, por melhor que esses momentos fossem, não eram o suficiente para a fazer acreditar que aquilo duraria muito tempo, mas não conseguia fugir, estava viciada. E cada dia que passava, se tornava ainda melhor. Seu antigo lifestyle onde não devia se aproximar demais das pessoas se provada cada vez mais certo, mas ela não se importava, estava conhecendo o amor pela primeira vez, e mesmo com todos os problemas, ele continuava lindo. 

Aquelas flores do começo já não estavam tão vivas assim, e então o relacionamento acabou. Foi quando percebeu que nunca deveria ter abandonado seu lifestyle, que as pessoas podiam machucar, muito, muito mais do que havia imaginado. Era uma dor impossível de se suportar, aquele golpe frio e pesado no peito agora era praticamente real. Felizmente também pode perceber que nem todas as pessoas eram assim tão ruins, que nos piores momentos sempre descobria alguém por perto para lhe dar a mão, um abraço ou um conselho, descobriu também que isso era bem diferente de contar consigo mesmo para tudo, do que desabafar para si mesmo em cadernos.

O tempo foi passando e aquela dor antes impossível de se suportar agora se tornava suportável, ainda estava ali, constantemente, e provavelmente sempre vai estar, como uma espécie de cicatriz. Mal sabia que essa seria apenas a primeira de muitas. Sua vida continuava, estudos, amigos, as vezes algum trabalho, lances, até namoro, mas nada muito sério, não queria sentir aquela dor novamente, tinha medo de não suportar uma segunda vez, mas já não sabia mais ficar sozinha. Em seu intimo, ansiava por mais uma vez sentir tudo aquilo de novo.  

Mas quem é que controla o destino? Mais uma vez aconteceu, aquela sensação boa de estar do lado de alguém, compartilhar boas e más lembranças. Só que, ao contrário a vez anterior em que não acreditava no que estava acontecendo, nessa se sentia completamente acolhida por essa sensação, parecia uma droga ainda mais forte que da outra vez, mais consistente. No começo tentou negar, fugir, não queria sofrer mais uma vez, mas não adiantou, ao mesmo tempo que tentava fugir, algo ainda maior a impulsionava a entrar. 

E realmente, dessa vez estava sendo complamente diferente. Parou de condenar seu primeiro amor, passou a imaginá-lo como um processo de aprendizagem, apredizagem para algo maior, melhor. Nem tudo eram flores, mas eram poucos os momentos tristes comparados aos felizes. E também, seria impossível ter aprendido tudo de primeira, gostaria de evitar, mas esses erros eram necessários. Tudo estava colorido novamente.

E quando se achava que não tinha como sua vida ficar mais perfeita, tudo acabou. 

Ela queria entender, queria saber o porque de mais uma vez sentir aquela apunhalada. Não era possível que existisse algum motivo que fosse mais forte do que sentia, do que o seu amor, e estava certa. O motivo era a falta de sentimentos. O outro lado da relação simplesmente deixou de sentir, não queria mais, queria um tempo para si, foi a resposta que deu. Tentaram mudar a situação, uma, duas, várias vezes, mas não funcionava. Nada fazia com que o sentimento voltasse. 

Agora a porrada era ainda mais forte, parecia estar fincada dentro do seu peito, abrindo um buraco. Queria ela que isso realmente acontecesse, assim iria doer apenas uma vez, mas não, nada acontecia, só a dor constante, e cada vez maior. Seus amigos tentavam ajudar, e na maioria das vezes conseguiam, ela não deixava de pensar no assunto e de sofrer, mas conseguia se distrair, as vezes até esboçava um sorriso uma risada verdadeira. Mas tudo voltava a sua cabeça quando chegava em casa, quando ficava sozinha, principalmente quando se deitava. Suas noites agora eram compostas por lágrimas e suspiros. Seus dias voltaram a ser cinzas. A felicidade alheia fazia seus olhos encherem de água. E, sem ter muito o que fazer, ela desistiu.

Desistiu de tentar recuperar, há muito já havia aprendido que num relacionamento se dois não querem, simplesmente não acontece. Também não possui forças para ter esperança de que um dia tudo pode voltar, a única coisa em que acredita é que finais felizes não foram feitos para ela. Seus dias ainda são cinzas e suas noites são ainda são lágrimas e suspiros, a felicidade alheia ainda lhe incomoda, mas a única coisa que ela pode fazer agora é continuar andando. E esperar que a dor se torne mais uma pequena cicatriz, como da outra vez...


segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Tomar no cu, imageshack!

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Fim de ano

Eu não sou muito fã dessa época do ano. Natal pra mim se resume a comida gostosa e presentes que não ganhei de aniversário e o ano novo é um dia chato que gente pobre fica soltando aqueles fogos que só fazem barulho, sem ter jogo nenhum passando na tv.

Mas até que esse ano foi divertido.

Desde o começo do ano a namorada me pediu pra passar o natal na casa dela. No começo do mês, avisei minha mãe, que não disse nada. Mas, na porra do dia 24, quando eu estava saindo de casa pra ir pra girlfriend, ela e a minha vó começaram a dar um chilique, falando que isso era um absurdo e que natal tem que ser passado com a família.

Um breve resumo do natal com a família reunida: vamos pra casa de um dos primos. Todo mundo se reune em volta da mesa, eu fico isolada, um o outro conversam comigo (sou gay), depois tem o jantar, o amigo oculto que eu não participo (não gosto de amigo oculto e sempre que participo ganho uma camisa preta que não cabe em mim), ai as pessoas continuam bebendo e rola uma fight. Fim.

E foi realmente isso o que aconteceu esse ano, só que sem a briga, essa aconteceu lá em casa quando eu não quis ir pra festa. Pelo menos, depois dessa chatice na casa dos primos eu fui pra casa da gilfriend. Passamos a madrugada vendo Poltergeist (é assim que se escreve?), que ela de pro primo dela de natal, e o dia seguinte assistindo a primeira temporada de Friends (meu presente pra ela). Na verdade, estou na casa da namorada até agora =D

Mais tarde vamos pra minha, minha família viajou pra casa de Angra, então hoje tem festa lá em casa. Quem quiser, é só aparecer, de preferência com alguma bebida =D

Feliz Natal atrasando pra todo mundo, e um bom ano novo =D

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Uma boa ideia

A girlfriend viu isso na net e me passou, chorei de rir. Excelente ideia. Só não tenho tanta certeza se vou precisar usar o formulário.

domingo, 28 de novembro de 2010

Harry Potter

Olha, eu to querendo fazer esse post desde que vi o cartaz do novo filme no cinema.

Eu e minha família temos alguns vícios em comum: Bob Esponja, Harry Potter e comer porcaria. Tinha todos os livros (fui emprestando e eles foram sumindo), vi todos os filmes, desde que me mudei pra Volta Redonda vou a todas as pré-estréias e essa não podia ser diferente.

Pode ser um inferno, você tem que chegar na vila antes das 14hrs pra conseguir um lugar bom (e a pré-estreia é sempre a meia noite), você fica suando loucamente na fila, você passa fome porque a praça de alimentação do shopping fecha as 10 e faz amizades de fila, mas ainda assim vale a pena. Ver filme na pré-estreia são outros quinhentos.

1º Só vai quem é realmente fã, porque afinal ficar até meia noite na fila pra ver HP é tenso.

2º É a única vez que vejo as pessoas batendo palmas de emoção no começo do filme, e no final (mas no final eu não bato palma porque acho esquisito).

3º É a única vez que você pode gritar e zoar no cinema. Teve uma hora que eu achei que as luzes iam acender e o segurança ia colocar todo mundo pra fora, o chão tava tremendo.

4º Não existe nada melhor do que ver o filme primeiro que todo mundo.

5º Foi a primeira vez, em muito tempo, que eu me divertir jogando adedanha. Valeu @rampinii

Pena que a segunda parte só sai ano que vem =/




segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Ainda sobre politicagem


Dilma Roussef ganhou. Vamos ver em que inferno iremos viver nos próximos 4 anos, já que ninguém nunca faz nada pra mudar. Também podemos dar as mãos e torcer pra algum maluco com uma arma com mira a laser enfiar uma bala na testa dela antes de janeiro. =D

Imagina que divertido, se a profecia se tornar verdadeira. MWAHUAHUAHAHA

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Vota na Web

Não, não vou ficar fazendo post gigante falando sobre Dilma isso, Serra aquilo. Se alguém estiver curioso sobre quem vou votar, votarei no Serra, e estou de saco cheio com as eleições, sou mesária, não vou viajar no feriadão, nem vou pras festas de Halloween porque tenho que estar na escola as 6hrs da manhã. Mas o post de hoje ainda assim tem a ver com política.

Fazendo porra nenhuma pela internet acabei encontrando esse site: Vota na Web.
No título do próprio site tem escrito isso aqui:

"um site para você se aproximar das decisões do Congresso Nacional que afetam diretamente a sua vida."

Sei lá, pode ser só impressão minha, mas sinto que faço a diferença participando dele. É bem simples, você faz um cadastro no site e depois disso pode começar a votar (positiva ou negativamente), nas leis para que sejam votadas ou não. Acho até que eles fazem tipo uma tabela com quais políticos e partidos você apóia mais e etc, mas sobre essa segunda parte eu não posso confirmar, minha preguiça não me permite fuçar o site.